Coleta de água para análise da qualidade do reservatório de Itupararanga

Grupo faz monitoramento de Itupararanga

Uma equipe multidisciplinar embarcada e composta por botânico, biólogo, gestor ambiental, técnico em química, fotógrafa, artistas ilustradores e ambientalistas, realizou durante o mês de junho ações de monitoramento na represa de Itupararanga. O objetivo foi o de avaliar as condições das áreas ciliares, fazer a análise da qualidade das águas e registrar imagens do estado de preservação do entorno da represa. Foram coletadas amostras de água em seis pontos estratégicos que abrangem toda extensão da represa, desde a desembocadura do rio Sorocaba no município de Ibiúna até a barragem da represa em Votorantim, cobrindo uma extensão de 26 km. Essas amostras serão submetidas a análise físico-químicas e bacteriológicas atendendo diversos parâmetros e comparadas com análises anteriores, serão enviadas aos órgão públicos e divulgadas na mídia.

Segundo Elzo Savela, integrante da equipe, as análises realizadas nos últimos anos demonstram a queda na qualidade das águas de Itupararanga. Isso é demostrado inclusive em notícias constantemente veiculadas na imprensa local, que indicam a contaminação por agrotóxicos, fertilizantes, metais pesados e matéria orgânica, propiciando inclusive a propagação de cianobactérias, que são tóxicas. Ainda segundo Savela, os níveis de poluição até o momento são toleráveis e a qualidade das águas da represa ainda é boa, “mas temos que estar atentos aos problemas encontrados em seu entorno, como a degradação da vegetação, ocupação imobiliária, despejo de esgoto e agricultura com uso de agrotóxicos. O avanço dessa degradação pode comprometer num futuro próximo a qualidade e a quantidade das águas de abastecimento de uma população de 1.200,000 pessoas de nossa região”.

Essa ação faz parte do projeto Expedição Itupararanga que foi iniciada em 2011 e que monitora regularmente a represa, é uma parceria entre a Associação Vuturaty Ambiental (AVA) a empresa de consultorias LF Ambiental, a águas de Votorantim, o Núcleo de Estudos Ambientais (NEAs) da Uniso e a Marina Rasa.

MMA lança Programa Nacional Lixão Zero

Brasília – O Ministério do Meio Ambiente (MMA) lançou na manhã desta terça-feira (30), em Curitiba (PR), o Programa Nacional Lixão Zero. O programa faz parte da segunda fase da Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana, que tem como tema Resíduos Sólidos.

Durante o evento, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o programa é um esforço de todos – governo federal, estados, municípios e iniciativa privada – para acabar com essa “vergonha nacional” que são os lixões.

“Temos que solucionar esse problema, e rápido. Lixão e falta de saneamento são os dois grandes problemas para o meio ambiente, para a qualidade de vida nas cidades”, afirmou o ministro, ao lembrar que 80% das pessoas vivem hoje em áreas urbanas no Brasil.

“Por isso, o ministério tem como prioridade a Agenda Ambiental Urbana”, enfatizou, para em seguida acrescentar que o programa Lixão Zero traz um grande desafio para o ministério e parceiros, pois “busca aproximar as normas de regulação com o dia a dia das pessoas”.

“Com o programa, vamos apoiar os municípios a adotarem práticas adequadas de destinação do lixo, vamos trazer a iniciativa privada com suas experiências em logística reversa e vamos, também, buscar recursos para fundos que possam financiar as ações”, disse Salles.

A solenidade de lançamento ocorreu no Palácio do Iguaçu, sede do governo do estado do Paraná. Além do ministro, participaram do evento o governador do estado, Ratinho Júnior, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, além de secretários municipais e estaduais, dirigentes de empresas públicas locais, prefeitos, integrantes do legislativo e representantes da sociedade civil.

Ainda durante o evento, foi assinado Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o MMA e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), para a elaboração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares), e portaria interministerial que disciplina a recuperação energética de resíduos sólidos urbanos, instrumento previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS).

COMBUSTÍVEL

Antes de participar do lançamento do Programa Nacional Lixão Zero, o ministro Ricardo Salles visitou, mais cedo, a planta de produção do grupo Votorantim em Curitiba que fabrica cimento com a utilização de combustível derivado de resíduos (CDR). A iniciativa, que ainda está em fase de teste e vem sendo acompanhada pelos órgãos ambientais locais, é uma parceria entre a empresa e cooperativas de materiais recicláveis.

O projeto utiliza resíduos que não têm condições de serem reciclados, juntamente com pneus triturados e restos de madeira de reflorestamento, para gerar combustível. Isso traz ganhos importantes para a indústria e para o meio ambiente, uma vez que permite o reaproveitamento energético e reduz a quantidade de resíduos destinados a aterros sanitários.

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PROPANO

À tarde, o ministro participou na sede da empresa Eletrofrio (foto acima) da inauguração da primeira linha de envase de propano da América do Sul em maquinários para refrigeração de equipamentos utilizados em supermercados – expositores horizontais e verticais, ilhas de congelados, câmaras frigoríficas. O projeto tem apoio do MMA e a chancela da ONU. A tecnologia é 100% nacional.

O propano é um gás natural inofensivo à camada de ozônio e tem impacto praticamente insignificante para o aquecimento global. O seu uso em equipamentos de refrigeração de supermercados traz importantes ganhos ambientais, pois elimina o uso dos hidroclorofluorcarbonos (HCFCs), um dos gases mais agressivos à camada de ozônio. Já há uma loja de rede de supermercados em Curitiba que utiliza equipamentos refrigerados à base de propano.

SAIBA MAIS
.A Agenda Ambiental

A Agenda de Qualidade Ambiental Urbana é um conjunto coordenado e integrado de ações idealizadas pela atual gestão do MMA para melhorar as condições de vida nas cidades. Consta de seis fases, cada uma centrada num tema – Lixo no Mar, Resíduos Sólidos, Áreas Verdes Urbanas, Qualidade do Ar, Saneamento e Qualidade das Águas e Áreas Contaminadas.

Além de traçar um diagnóstico de cada tema, a Agenda reúne uma série de ações que devem ser executadas pelo governo federal em parceria com estados, municípios, iniciativa privada e entidades da sociedade civil para atingir os objetivos propostos.

A primeira fase, Lixo no Mar, foi lançada no mês passado em evento no litoral paulista. Resíduos Sólidos é o tema desta segunda fase, a ser anunciada no evento em Curitiba. As fases seguintes serão divulgadas mês a mês até agosto, nas diferentes regiões do país.

.O programa Lixão Zero

O Programa Nacional Lixão Zero é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente que visa atender à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), com o objetivo de eliminar os lixões existentes no país e apoiar os municípios em soluções mais adequadas de destinação final dos resíduos sólidos, como os aterros sanitários.

O programa é dividido em cinco partes. Na primeira, faz um diagnóstico do problema dos resíduos sólidos no Brasil. Na segunda, apresenta a situação desejada relativa à gestão integrada dos resíduos. Na terceira, cita indicadores para auxiliar o monitoramento dos avanços relativos à implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Na quarta, o programa destaca os eixos de implementação para a concretização da situação desejada. Na quinta e última seção, é apresentado o plano de ação com as medidas prioritárias e detalhadas para enfrentamento da realidade dos resíduos sólidos urbanos no país.

Para cada ação, são apresentadas as justificativas, os objetivos, os indicadores, o orçamento, o prazo de conclusão e os responsáveis pela execução dos trabalhos.

SERVIÇO

Para ter acesso à íntegra do Programa Nacional Lixão Zero, clique aqui.

Ascom/MMA

Ministério investe no ecoturismo

Brasília – Com 8 milhões de km quadrados, o Brasil possui natureza que encanta turistas de todas as partes do país e do mundo. São praias, florestas, dunas, cachoeiras, rios, lagoas e riquíssimas fauna e flora. Paisagens de rara beleza, espaços para lazer, prática de esportes ao ar livre, descanso e contemplação. Um acervo biodiverso que, utilizado de forma sustentável, pode gerar emprego e renda para milhões de brasileiros.

Diante disso, a atual direção do Ministério do Meio Ambiente (MMA) tem se empenhado em incrementar as ações nessa área. O primeiro passo foi a criação da Secretaria de Ecoturismo, que visa fomentar atividades capazes de unir o turismo na natureza ao desenvolvimento sustentável do país.

Além disso, a atual direção do MMA está empenhada em agilizar as concessões de serviços de uso público nas unidades de conservação federais, em especial, os parques nacionais, como uma forma de estruturar o mais rápido possível essas unidades para receber melhor os turistas.

AUMENTO DE VISITAÇÃO

No ano passado, os parques nacionais, a categoria de UC mais relacionada ao turismo na natureza, receberam 12,4 milhões de visitantes do Brasil e exterior, 6,15% a mais que em 2017, quando foram registrados 10,7 milhões de visitas.

Todo esse movimento trouxe enormes benefícios para a economia. Segundo estudo realizado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), autarquia do MMA, em 2017 os visitantes gastaram cerca de R$ 2 bilhões nos munícipios do entorno das UCs.


FATURAMENTO

Ao todo, foram gerados cerca de 80 mil empregos diretos, R$ 2,2 bilhões em renda, outros R$ 3,1 bilhões em valor agregado ao Produto Interno Bruto (PIB) e mais R$ 8,6 bilhões em vendas. Os resultados mostram que, a cada R$ 1 real investido, R$ 7 retornam para a economia.

Além das vantagens econômicas, o turismo ecológico aproxima as pessoas da natureza e contribui para o aumento da conscientização ambiental. O que, num país megabiodiverso como o Brasil, têm uma importância fundamental.

DEZ ATRATIVOS
Para dar uma pequena mostra do potencial ecoturístico do Brasil, apresentamos, a seguir, em homenagem ao Dia Nacional do Turismo, comemorado nesta quarta-feira (8), os atrativos de dez unidades de conservação geridas pelo ICMBio/MMA que você não pode deixar de conhecer e curtir:
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CATARATAS DO IGUAÇU
As Cataratas do Iguaçu são um conjunto de cerca de 275 quedas de água no rio Iguaçu (Bacia hidrográfica do rio Paraná), localizadas no Parque Nacional do Iguaçu (PR). A impressionante sequência de cachoeiras é considerada Patrimônio da Humanidade e foi escolhida em votação pela internet uma das 7 Maravilhas Naturais do Mundo. O parque recebe mais de um milhão de turistas por ano, boa parte de estrangeiros. É o segundo no ranking. Fica atrás apenas do Parque Nacional da Tijuca (RJ), que abriga o Cristo Redentor.

ABROLHOS Marcello Lourenco

CORAIS DE ABROLHOS
Abrolhos é o maior banco de corais do Atlântico Sul e lugar ideal para a prática do mergulho subaquático. Localizado no litoral do extremo sul da Bahia, fica no interior do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, a 70 km da costa. Guarda belezas raras, como o coral Mussismilia braziliensis, conhecido por coral-cérebro por seu aspecto peculiar. Um levantamento da biodiversidade da região registrou aproximadamente 1.300 espécies de plantas e animais marinhos e aves migratórias.

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LENÇÓIS MARANHENSES
Não há nada no mundo comparável aos Lençóis Maranhenses, que é protegido pelo parque naconal de mesmo nome. Os passeiso pelas dunas a perder de vista, que mais lembrar paisagem lugar, e os banhos refrescantes nas lagoas formadas pelas águas das chuvas atraem turistas, que visitam o local durante o ano inteiro.

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FERNANDO DE NORONHA
A quase 400 km da costa, Fernando de Noronha, no litoral do estado de Pernambuco, é um dos roteiros turísticos mais badalados do país. Com suas praias deslumbrantes, o arquipélago, protegido por um parque nacional e uma área de proteção ambiental (APA), recebe visitantes do Brasil e de todas as partes do mundo. Nas águas cristalinas, a vida se mostra em diversidade e beleza aos mergulhadores. São cerca de 200 espécies de peixes, entre outros habitantes. O mais famoso é o golfinho-rotador, que encanta os turistas com suas criativas acrobacias.

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PANTANAL MATOGROSSENSE
O Pantanal é um santuário ecológico, com aproximadamente 140.000 km², entre os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Maior planície alagável do mundo, é o lar de cerca de 600 espécies de aves. A mais vistosa é a arara-azul-grande, mas há ainda tuiuiús (ave símbolo do lugar), tucanos, periquitos, garças-brancas, beija-flores, papagaios, gaviões, carcarás. Pelo menos 135.000 ha desse tesouro da natureza estão dentro do Parque Nacional do Pantanal Matogrossense, muito visitado de maio a setembro, período de seca na região.

CHAPADA DOS VEADEIROS 3 Acervo Parna da Chapada dos Veadeiros

CHAPADA DOS VEADEIROS
Considerada berço das águas, por abrigar nascentes de rios que drenam as principais bacias hidrográficas do país, a Chapada dos Veadeiros (GO) é procurada principalmente por aqueles que querem aproveitar o contato com a natureza ou experimentar seu lado esotérico. Na região, há cachoeiras das mais variadas alturas e um cânion. Para chegar a esses atrativos, bastar caminhar pelas trilhas construídas pelos servidores do parque nacional e parceiros. Melhor período de visitação é na época da seca, de junho a novembro.

COSTA DOS CORAIS

COSTA DOS CORAIS
A Costa dos Corais é uma Área de Preservação Ambiental (APA), gerida pelo ICMBio, que abrange 135 km da costa nordestina, de Tamandaré (PE) até Paripueira (AL). As piscinas naturais no mar de Maragogi ficam no miolo deste rico ecossistema, caracterizado por praias de águas límpidas, calmas e mornas, manguezais, coqueirais e, para dar mais emoção, a presença do peixe-boi, um dos animais marinhos mais simpáticos da fauna brasileira. Eles podem ser vistos facilmente na base do ICMBio em Porto de Pedras, onde há um trabalho de recuperação da espécie, ameaçada de extinção.


ANAVILHANAS Leo Albuquerque

BOTOS EM ANAVILHANAS
O Parque Nacional de Anavilhanas, em Novo Airão (AM), a 200 km de Manaus, é o maior arquipélago fluvial do mundo. Lá, é possível desfrutar de belas praias de areias brancas que emergem entre o emaranhado de cursos d´água da cor de chá mate. Na cheia (março a agosto), o vislumbre fica por conta das trilhas aquáticas de igapó, isto é, passeios de barco por dentro das florestas alagadas. Em qualquer época, porém, é possível visitar o Flutuante dos Botos Cor de Rosa e interagir com os animais, uma experiência inesquecível.

SERRA DA CAPIVARA 2 Ricardo Maia

SERRA DA CAPIVARA
A vegetação típica da Caatinga, em meio às exuberantes formações geológicas de serras, vales e planícies já são motivos de sobra para uma viagem rumo ao Parque Nacional da Serra da Capivara, no interior do Piauí. Porém, os registros rupestres encontrados no local são o que torna esse parque singular. A Serra da Capivara contém a maior concentração de sítios arqueológicos conhecidos das Américas – são mais de 1.000, dos quais 173 abertos à visitação – e a maior concentração de arte rupestre a céu aberto do mundo.

APARADOS DA SERRA Junior Scandolara Claudino copy

APARADOS DA SERRA
A região dos Aparados da Serra, no extreno norte do Rio Grande do Sul, divisa com o estado de Santa Catarina, onde o ICMBio mantém um parque nacional, é conhecida como a Terra dos Cânions. Do alto dos mirantes, que flutuam sobre fendas profundas o cenário, é de tirar o fôlego. Como se tivesse sido aparada por facões – dái o nome do local -, a planície elevada sustenta imensas ranhuras naturais sobre gargantas que despencam do alto dos Campos de Cima da Serra e deixa escorrer cachoeiras por paredões verticais de até 900 metros de altura, antes de se esconderem em veios de rocha báltica, que terminam em rios mansos.

Ascom MMA

Elas poderiam resistir em Marte e viver por 32 mil anos: conheça as plantas mais fortes do mundo

A vida sempre encontra um caminho… e algumas plantas são concebidas para sobreviver, não importa o que aconteça

Algumas plantas são tão resistentes que poderiam sobreviver com quase nenhum oxigênio ou nas temperaturas mais extremas.

Essa proeza atraiu cientistas dispostos a explorar como a mudança climática afetará nossa capacidade de cultivar alimentos e como as plantações podem se adaptar a novas condições.

Mas o que faz uma planta ter mais chance de sobreviver do que outra?

James Wong, botânico e apresentador da BBC, embarcou em uma jornada para encontrar a resposta. Neste processo, ele descobriu fatos estranhos e surpreendentes sobre algumas das plantas mais resistentes do nosso planeta.

1 – Vegetação antiga poderia prosperar em Marte

Líquens amarelos crescendo em rocha
Será que estes líquens sobreviveriam em Marte?

Cientistas na Alemanha acreditam ter identificado dois tipos de plantas resistentes o suficiente para sobreviver em Marte.

Não é de se surpreender que suas principais escolhas – líquens e cianobactérias, coletadas da Suíça e da Antártida – sejam consideradas algumas das primeiras espécies a colonizar a terra.

Os pesquisadores recriaram as condições do “planeta vermelho” – incluindo a radiação solar escaldante, temperaturas flutuantes, secura extrema e baixa atmosférica – para testar se essas resistentes plantas primitivas conseguiriam permanecer vivas.

O resultado? Estas espécies não só sobreviveram, como prosperaram: continuando a fazer fotossíntese e outros processos regulares de plantas.

2 – Clonagem é o segredo para longevidade

Floresta na montanha durante o outono
Da próxima vez que você admirar um bosque, imagine há quanto tempo essas árvores estão lá

Acredita-se que a árvore individual viva mais antiga seja um pinheiro bristlecone no leste da Califórnia, identificada com 5.062 anos em 2012.

Mas, para alcançar uma longevidade ainda maior, algumas árvores têm um truque na manga: a clonagem.

Sim, eles se clonam e vivem no que chamamos de colônias clonais: árvores geneticamente idênticas que estão conectadas pelo mesmo sistema de raízes.

Essas colônias clonais podem sobreviver por milhares de anos – estima-se que a colônia Pando no Estado americano de Utah tenha 80 mil anos, enquanto o carvalho Jurupa, na Califórnia, tenha por volta de 13 mil anos.

3 – ‘Pedras vivas’ poderiam criar lavouras mais eficientes

Close up of a green lithops plant
Isso é um animal, uma planta ou um mineral? É um lithop, claro!

Os lithops também são conhecidos como “pedras vivas” – basta olhar para um para entender o motivo: se parecem mais com pedras do que com uma criatura viva.

Mas esses incríveis organismos nativos do sul da África são, na verdade, plantas disfarçadas… e podem ser o segredo para lavouras mais eficientes.

Estas plantas são capazes de sobreviver em condições extremas no deserto e em terrenos rochosos, usando a camuflagem para evitar que sejam devoradas.

Embora cresçam principalmente no subsolo, os lithops têm uma camada superior translúcida para permitir a entrada da luz solar, que depois transformam em energia.

Os pesquisadores esperam que compreender a capacidade dos lithops de aproveitar tanto a luz brilhante acima do solo quanto a pouca luz abaixo dele pode nos ajudar a desenvolver plantações mais eficientes no futuro.

4 – A mudança climática poderia substituir café por cacau

Plantação de cacau
O café pode ser coisa do passado em breve – todas as atenções estão voltadas para o cacau

Os aumentos na temperatura ameaçam matar os grãos de café mais comuns, mas um fruto mais resistente está pronto para substituí-lo: o cacau.

Os cientistas documentaram como a variedade de café arábica sofre em climas mais quentes e se torna mais suscetível à ferrugem – doença que vem dizimando os cafezais na América Central nos últimos anos.

À medida que as temperaturas aumentam, as plantações mais rasteiras estão encontrando dificuldades para produzir café de qualidade, ameaçando a subsistência de milhares de pessoas.

Assim, agricultores na Nicarágua, Honduras e El Salvador já estão passando a cultivar cacau – uma cultura resistente que prospera em climas quentes.

Não se surpreenda, portanto, se o seu café matinal for substituído por uma dose de chocolate quente dentro de alguns anos.

5 – Algumas árvores proliferam com incêndio florestal

Um bosque de eucaliptos em chamas na Austrália
As plantas pirofíticas, como eucaliptos, são resistentes ao fogo

Os eucaliptos não são apenas resistentes – podem ser perigosos também.

Eles pertencem a um tipo de planta chamada pirófitos – que se adaptaram para tolerar o fogo e, às vezes, até precisam dele para se propagar e sobreviver.

Elas produzem óleo e resinas inflamáveis ​, além de soltar folhas e cascas secas que podem pegar fogo facilmente causando incêndios florestais devastadores.

Quando o fogo começa, árvores como o eucalipto ou certos pinheiros proliferam.

O calor ativa suas vagens de sementes e, enquanto outras plantas lutam para se regenerar, seus brotos crescem no solo carbonizado.

Além disso, a queima da maioria das árvores grandes significa que esses brotos podem se beneficiar da luz solar extra agora disponível no solo da floresta.

6 – Plantas podem se adaptar a acidentes nucleares

Placa na entrada de uma floresta adverte para a contaminação de radiação e proíbe a colheita de berries e cogumelos em 4 de abril de 2016 perto de Chachersk, em Belarus
As plantas podem se adaptar após um desastre nuclear, mas seres humanos nunca devem colher ou comer frutas e cogumelos de áreas contaminadas por radiação

A radiação perturba as células vivas e danifica o DNA, então, você pode pensar que seria impossível para as plantas sobreviverem após um acidente nuclear.

Mas os cientistas que investigaram os efeitos do desastre de Chernobyl em 1986 descobriram que nem sempre é o caso.

Ao realizar experimentos com linhaça e soja, eles constataram que as plantas foram capazes de adaptar sua biologia para prosperar no ambiente contaminado.

Os pesquisadores acreditam que essa capacidade de receber radiação nuclear pode ter se desenvolvido milhões de anos atrás, quando o planeta tinha níveis naturais de radiação muito mais altos.

7 – Sementes podem sobreviver por 32 mil anos

Sementes dentro de frascos com rótulos nas prateleiras
Quer preservar plantas para o futuro? Você poderia enterrar sementes no permafrost… ou entregá-las ao Millennium Seed Bank, no Reino Unido, que detém 10% das espécies de plantas selvagens do mundo

Pesquisadores russos “reviveram” uma planta extinta há muito tempo, usando sementes enterradas por um esquilo há 32 mil anos, durante a Era do Gelo.

As sementes da espécie Silene stenophylla, planta com flor que se adapta bem a climas frios, foram encontradas na margem congelada de um rio na Sibéria.

Os cientistas coletaram tecido das sementes e usaram para germinar novas plantas, que depois se reproduziram por conta própria.

Especialistas esperam que esta seja a primeira de muitas espécies de plantas extintas a serem “ressuscitadas” a partir de restos armazenados no permafrost (superfície que permanece congelada nas regiões polares).

Fonte: BBC