Grupo faz monitoramento de Itupararanga
Uma equipe multidisciplinar embarcada e composta por botânico, biólogo, gestor ambiental, técnico em química, fotógrafa, artistas ilustradores e ambientalistas, realizou durante o mês de junho ações de monitoramento na represa de Itupararanga. O objetivo foi o de avaliar as condições das áreas ciliares, fazer a análise da qualidade das águas e registrar imagens do estado de preservação do entorno da represa. Foram coletadas amostras de água em seis pontos estratégicos que abrangem toda extensão da represa, desde a desembocadura do rio Sorocaba no município de Ibiúna até a barragem da represa em Votorantim, cobrindo uma extensão de 26 km. Essas amostras serão submetidas a análise físico-químicas e bacteriológicas atendendo diversos parâmetros e comparadas com análises anteriores, serão enviadas aos órgão públicos e divulgadas na mídia.
Segundo Elzo Savela, integrante da equipe, as análises realizadas nos últimos anos demonstram a queda na qualidade das águas de Itupararanga. Isso é demostrado inclusive em notícias constantemente veiculadas na imprensa local, que indicam a contaminação por agrotóxicos, fertilizantes, metais pesados e matéria orgânica, propiciando inclusive a propagação de cianobactérias, que são tóxicas. Ainda segundo Savela, os níveis de poluição até o momento são toleráveis e a qualidade das águas da represa ainda é boa, “mas temos que estar atentos aos problemas encontrados em seu entorno, como a degradação da vegetação, ocupação imobiliária, despejo de esgoto e agricultura com uso de agrotóxicos. O avanço dessa degradação pode comprometer num futuro próximo a qualidade e a quantidade das águas de abastecimento de uma população de 1.200,000 pessoas de nossa região”.
Essa ação faz parte do projeto Expedição Itupararanga que foi iniciada em 2011 e que monitora regularmente a represa, é uma parceria entre a Associação Vuturaty Ambiental (AVA) a empresa de consultorias LF Ambiental, a águas de Votorantim, o Núcleo de Estudos Ambientais (NEAs) da Uniso e a Marina Rasa.
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2010). Na poca de transi o (primavera), por outro lado, as esta es de coleta no reservat rio de Itupararanga apresentaram as m ximas concentra es de f sforo total, nitrato, SST e picos de turbidez (96 UT). As densidades fitoplanct nicas nesse per odo foram mais baixas e flutuaram entre 0,55 e 8,43 10 Em compara o a outros reservat rios brasileiros, as densidades observadas no reservat rio de Itupararanga se coadunam com aquelas encontradas em ambientes meso-eutr ficos. Silva